quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Naufrágio no mar causa um desaparecido




Polícia marítima abre um inquérito para averiguar as causas do acidente.


Um barco com três pescadores naufraga esta manhã na Praia do pisão, em Santa Cruz, concelho de Torres Vedras.


Às 8h45 a capitania do porto de Peniche é alertada do incidente. Vagas de três metros viram o barco “Lavi” de 5,20 metros com os três pescadores que andavam na faina do robalo a pescar.

As causas do acidente ainda são desconhecidas, no entanto, a Polícia Marítima já abriu um inquérito para averiguar o sucedido. Uma das hipóteses é a possibilidade de a embarcação se ter aproximado demasiado da zona de rebentação. Guerreiro Cardoso, Comandante da Capitania de Peniche explica que “há varias testemunhas oculares que vão ser ouvidas”.

Dois dos pescadores, um de 42 anos e o outro de 54 anos foram resgatados com vida por dois surfistas que aproveitavam as ondas. Segundo Guerreiro Cardoso, responsável pela operação de resgate “demoraram 15 minutos a conseguir retirá-los da água”. António Garcia de 56 anos ainda se encontra desaparecido.

As buscas realizaram-se de imediato. Uma lancha da Polícia Marítima, outra de Fiscalização da Marinha Portuguesa, um helicóptero Merlin da Força aérea percorreram a linha da costa na tentativa de resgatar o pescador desaparecido. No areal, a PM e os bombeiros também tentaram ajudar na busca.

António Garcia há 10 anos que se dedica à faina a tempo inteiro, mas, segundo a filha mais nova Inácia Garcia “a pesca desportiva está-lhe no sangue. É uma paixão de família”, afirma.

O filho Hélio Garcia refere que os surfistas e as testemunhas lhe relataram o incidente dizendo-lhe que uma vaga virou a lancha e os três homens agarraram-se à embarcação. Um dos sobreviventes, que não sabe nadar, largou-se e o mais velho (o pai) foi buscá-lo. Voltou a agarrar-se mas veio outra onda e não o viram mais.

As operações continuam por tempo indeterminado.




segunda-feira, 21 de maio de 2007

I Ciclo de Seminários em Biopatologia

A Biopatologia reúne diversas áreas da Investigação Cientifica. A interdisciplinaridade destas ciências permite ao profissional de saúde melhor percepção da etiopatogenia, diagnóstico, terapêutica e prognóstico de diversas patologias.

O termo da Biopatologia surgiu no âmbito da criação e oficialização futura do Centro de Biopatologia da Faculdade de Ciências da Saúde que vai integrar a área da Imunologia, da Bioquímica, da Patologia molecular, da Genética, da Microbiologia e da Anatomia Patológica.

Realizado na Universidade Fernando Pessoa, entre os dias 14 de Fevereiro e 02 de Maio de 2007, o I Ciclo de Seminários em Biopatologia teve por objectivo dar a conhecer as múltiplas vertentes da Investigação Ciêntífica desenvolvida em Portugal, nomeadamente em áreas como a Patologia cardíaca, Cancro, Hematologia, Doenças infecciosas, entre outras. A comissão organizadora, integrada pela Prof.ª Doutora Ana Rita Castro, pela Prof.ª Doutora Sandra Clara Soares e pela Mestre Marta Pinto procurou divulgar a investigação em algumas áreas afins aos cursos de Saúde da FCS.

Pessoasrevista- Como é que o estudo da Biopatologia pode ajudar a chegar a um tratamento para as várias doenças?

Marta Pinto - Quando se pretende tratar uma doença que está inerente a uma deficiência celular é muito importante saber o que causou essa alteração. Por isso, dentro das diversas áreas da Biopatologia, ao estudar os mecanismos moleculares da doença nós vamos conseguir saber onde actuar, que drogas usar e tentar trava-los na evolução dessa doença.

-Para alem das análises clínicas que outras áreas da saúde se relacionam com a Biopatologia?

- Biopatologia é uma área extremamente vasta, por isso, quase todos os cursos da saúde podem estar envolvidos em estudos biopatológicos. Só para ter em exemplo, nos seminários que foram realizados, estavam presentes alunos de todos os cursos de saúde daqui da Universidade o que prova que a Biopatologia é importante para muitas pessoas e muitos cursos inclusive.

-Considera que os Institutos de Investigação Cientifica em Portugal estão preparados para desenvolver Investigação nesta área?

- Sim. Um dos objectivos dos seminários foi, precisamente, mostrar aos alunos e às pessoas que se faz boa investigação em Portugal. Dentro daquilo que nos é possível em termos de financiamento, Portugal está bem equipado e consegue fazer boa investigação.

-Há apoios do Estado para a Investigação?

-A única fonte de financiamento para a investigação é a Fundação Ciência e Tecnologia, que não é suficiente. Não se pode dizer que não há, mas não são de todo suficientes.

-Qual o impacto destes seminários para a Universidade?

Ana Castro – Sendo uns seminários de entrada livre permitiu que não só os alunos como outras pessoas exteriores à Universidade pudessem assistir. De facto, eram essencialmente, pessoas relacionadas com a área da saúde, mas não só alunos como farmacêuticos e trabalhadores de laboratórios privados e do IPO.

- A escolha das patologias para cada um dos seminários, teve algum objectivo em particular?

-Sim. Tentamos escolher uma patologia de cada uma das áreas a abordar que sabemos que são do interesse geral da população, como por exemplo o cancro. Na escolha dos seminários pesou ainda o curriculum dos palestrastes, que são todas elas pessoas ligadas à investigação, e de preferência que façam a ponte entre investigação e clínica.

-Qual a aderência dos alunos aos seminários?

Sandra Soares - A maioria das pessoas que tivemos, e tivemos sempre entre quarenta e noventa participantes, foram alunos desta Faculdade. Tivemos, pontualmente, algumas pessoas ligadas a Instituições como a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ligadas ao Hospital Santo António, IPO, IPATIMUP e, também, FFUP e FCUP.

-Esta resposta dos alunos mostra, de algum modo, que eles como futuros profissionais da saúde se preocupam com a Investigação Cientifica?

- Falando globalmente de todos os seminários, houve uma grande participação de alunos de Análises Clínicas, Medicina Dentária, Ciências Farmacêuticas, Enfermagem e Fisioterapia, mas directamente naqueles temas que eram relacionados com eles. Por exemplo, como no tema da Endocardite Microbiana que foi apresentado pelo Professor Luís Martins, aderiram mais alunos de Medicina Dentária, porque se relacionava directamente com eles. Os seminários do Cancro da Mama e da Lúpus foram os que tiveram uma participação de quase todos os alunos de todos os cursos porque interessam-se por estas patologias.

- Qual o balanço geral que fazem deste 1º ciclo de seminários?

- O ciclo decorreu de forma bastante aberta e isso foi de certeza um dos factores que contribuiu para ter corrido tão bem. Vai ser realmente um ciclo a continuar para o ano, provavelmente, com o mesmo formato tendo sempre o cuidado de convidar pessoas que tenham provas dadas nas áreas que vão falar. Em Março e Maio foram realizados inquéritos, para saber como é que os seminários estavam a correr e também para saber que tipo de sugestões os participantes dariam em relação a temas abordados, e ao formato dos seminários. O feedback dos inquéritos permitiu já saber que o evento teve um impacto muito positivo na população estudantil, que pretende ver tal sucesso repetido no futuro.

sábado, 19 de maio de 2007

Médio Oriente – Violência e ódio

Muita tinta já correu sobre os incessantes e continuados conflitos no Médio Oriente. A origem (longínqua) destes conflitos entre os vários países desta região está relacionada com território, religião, ódio e política.

Basicamente temos 2 blocos: de um lado Israel apoiado pelo Ocidente (Estados Unidos da América e Comunidade Europeia) e do outro, a Palestina (Cijordânia) apoiada pelos países Árabes.

Um dos motivos para o conflito entre Israel e Palestina concerne no facto de a Palestina querer recuperar territórios outrora seus. E esses conflitos acentuam-se devido à disputa por Jerusalém. Os Palestinos querem a parte Leste da cidade, no entanto, os Israelenses consideram a cidade indivisível, pelo que, mais uma vez, não se chega a vias de facto entre as duas partes.

Contudo, este conflito é gerado pelo Ódio étnico/religioso entre as facções. De um lado os Judeus e do outro os Árabes.

Fora do parâmetro territorial estão os factores político-estratégicos que advêm das partes apoiantes, que lutam pela hegemonia político-económica. Do lado de Israel, o mundo Ocidental, pretende salvaguardar a sua influência e poder económico, não cedendo à pressão dos países Árabes de forma a não dar sinais de fragilidade politica. Do outro lado, temos o mundo Árabe apoiado pelo poder económico que advém do petróleo buscando uma vitória politica sobre o Ocidente e que não seja através da força.

Estando reunidas as condições para um impasse político, uma vez que, nenhuma das partes faz cedências, o conflito no Médio Oriente tende a continuar.

De acordo com vários analistas, o Médio Oriente é o cenário mais provável de uma terceira Guerra Mundial.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Relatório das II jornadas de jornalismo (“Porquê estudar o jornalismo?”)

As II jornadas internacionais de jornalismo tiverem lugar em Março de 2007 na Universidade Fernando Pessoa. Os organizadores do evento foram Ricardo Jorge Pinto e Jorge Pedro Sousa. Vários professores e investigadores de instituições do ensino superior foram convidados a apresentar e a discutir ideias e resultados de pesquisas relacionadas com os estudos Jornalísticos.

Desta forma, muitos termos ou tópicos foram abordados, começando pelo das Comunicações Plenárias, onde o Professor Xosé Gorais fala-nos do “Repensar o Jornalismo na era Digital”. Esta abordagem tem a ver com as crises cíclicas do jornalismo acentuados nos últimos anos pela prática fraudulenta de informadores de alguns dos principais médias de referência e suas consequências e as respostas a dar para combater essa crise.

Abordou-se também o assunto “quem são os jornalistas licenciados em jornalismo” em que o ponto de partida foi um inquérito realizado a jornalistas formados na Área do grande Porto em 2006, estudo esse elaborado pelos Professores Jorge Marinho e Salomé Silva.

Posto este tema, segui-se um conjunto de temas livres. O primeiro tema foi “os primeiros jornais Portugueses” apresentado por um conjunto de professores da Universidade Fernando Pessoa, que se resume numa apresentação e análise contextualizadas das relações de Manuel de Faria, publicações noticiosas do inicio do Sec. XVII. Foi intenção dos autores evidenciar o contributo dessas relações para a génese e desenvolvimento do jornalismo Lusófono.

Dando seguimento a esta apresentação, surge Gabriel Silva com o tema “Manuel Serevim de Faria, o Primeiro jornalista Português” onde fala da vida e obra deste jornalista Nacional.

A Génese do jornalismo Lusófono” é um tema que aborda ou apresenta-se as relações de Naufrágios que foram editados em Portugal no Sec. XVI e que foram recolhidos na História Trágico Maritima de Bernardo de Brito, discutindo-se o seu contributo para Génese do Jornalismo Lusófono.

Tivemos depois uma apresentação sobre pedagogia Freireana do Professor António de Freitas, que nos fala da sua pesquisa pós-Doutoral, cujo objectivo é resgatar contribuição de Paulo Freire no ensino da comunicação.

Depois surge Lúcia Santos Cruz que nos aborda o tema “Jornalismo e responsabilidade Social Empresarial”, onde fala do ambiente corporativo e das influências no jornalismo dos nossos dias.

Valério Brittos e César Balano Falaram da flexibilidade e reordenação dos processos jornalísticos com o objectivo de fornecer elementos para a sistematização de um modelo teórico e analítico para o estudo do jornalismo online, elemento chave do processo de digitalização geral do Mundo, fruto da mudança estrutural por que passa o Capitalismo, realizando uma abordagem a partir da economia política da comunicação, discutindo a reorganização do mundo jornalístico.

Tivemos também uma perspectiva Africana sobre a formação de jornalistas de um professor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde.

O tema seguinte foi “o jornal laboratório como ferramenta de aprendizagem e prática de estudante de jornalismo” onde Dénis Réné fala dos momentos de transformação do jornalismo e as necessidades de mercado e do jornal que foi base do seu estudo.

O Dr. Rogério Barzi surge depois com o tema “produção da informação nos campos da ciência da comunicação e da informação”, e que nos fala de uma pesquisa onde pretende identificar os parâmetros conceituais da produção de informação nas áreas da ciência da comunicação e da informação.

O tema “erros e omissões em noticias ligadas e temas jurídicos”, apresentado por Tomás Barreiros, fala-nos do direito à informação, do direito inegável que o ser humano tem, que é o elemento fundamental para a construção de uma sociedade livre, dos cuidados que o profissional jornalístico deve ter com o passar da informação ao publico.

Luiz Rey trouxe-nos o tema “jornal impresso e pós-modernidade”, onde pretende resgatar o histórico projecto de Ruth Clark, e mostrar como impulsionou a integração relação-marketing-publicidade.

A introdução de normas de gestão de qualidade na empresa de comunicação” foi o tema apresentado por Francisco Campos, onde nos fala da introdução no âmbito académico de normas e técnicas de gestão de qualidade aplicadas às empresas e à indústria de comunicação.

Dalmer Pacheco trouxe-nos o tema “Mi(n)to, logo existo”, em que fala da construção do imaginário social popular, as relações entre poder e subalternidade e dógmatismo.

Um estímulo à interactividade em diário de cidade de Campinos”, tema de Carlos Zanatti, registra uma experiência levada a efeito por um jornal brasileiro, visando potencializar a participação do público em seus processos produtivos.

A imagem da Galiza e os Galegos nos jornais da América Latina”, foi o tema apresentado por um grupo de professores da Universidade de Compostela, que nos falam do objectivo da sua investigação que é conhecer a imagem que se constrói e se transmite da Galiza e dos Galegos residentes na América Latina.

Mário Pinto fala-nos dos requisitos para o cumprimento do exercício de um jornalista de qualidade com o tema “para estancar os Galimatias e incrementar a intangibilidade”.

As rádios locais em Portugal” foi o tema que Luís Bonixe nos trouxe, onde traça uma perspectiva Histórica das rádios locais em Portugal no sentido de ajudar a perceber o contexto actualmente vivido e que se caracteriza pela diminuição de oferta de informação local.

Ariane Holzbach falou-nos de “a cerimónia de posse com espaço do consenso político na Democracia representativa”. Trabalho este que pretende fazer uma reflexão em torno da dimensão cerimonial do dia de posse na democracia Brasileira.

Depois tivemos o tema “laboratório de Noticia” de Carlos de Castro, que teve como objectivo investigar os factores que permitiram ao curso de jornalismo do Centro Universitário Positivo, implantar o primeiro jornal académico de circulação diário do Brasil, e analisar a sua contribuição para a formação de alunos.

O tema seguinte foi “estruturas textuais do relato noticioso: um estudo de caso” de Rafael Henriques. Este tema é um exercício inicial de utilização e aplicação dos conceitos e ferramentas desenvolvidos pela análise critica do discurso proposta por Teun Dijk.

Patrícia Amorim com o tema “Ver design através do jornalismo”, mostra que a presença do design nos média vem se tornando cada vez mais frequente e diversificado. Mostra também o poder de acção quotidiano que os média, o disign e o consumo exercem dentro das sociedades capitalistas contemporâneas.

Maíra Ribeiro propôs ensaiar sobre alguns dos questionamentos que muitos jornalistas se colocam ao longo do seu próprio percurso individual, uma busca por respostas sobre identidade, novas tendências e do possível fim do jornalismo com o tema “na busca de uma identidade Profissional”.

A construção da Europa na imprensa”, tema de Ana Martins, em que procura abordar a pergunta central destas jornadas –“Porquê estudar o jornalismo?” – para o domínio específico da mediatização da Europa. Adoptou como ponto de partida a influência decisiva dos média nas percepções dos indivíduos em relação à União Europeia.

Jesus Seoane apresentou o tema “Periodismo, publicidade, propaganda, relações públicas e outros modos de comunicação ao alcance do sector têxtil-confessionário”, onde pretende ir à descoberta do impacto de todos estes meios de comunicação através do caso do sector têxtil-confessionário.

(Re)Conhecer a cidade – o ensino do fotojornalismo através de uma experiência internacional” foi o tema que Maria Ferreira nos trouxe, que teve por objectivo relatar a experiência académica realizada através de um intercâmbio entre a UniCemp e a UFP. O intercâmbio defeniu-se como um projecto do qual resultou um registo fotográfico de duas cidades.

Carme Shanchez remata as II Jornadas de Jornalismo com o tema “Universidade e jornalismo na Galiza”, abordando a única faculdade de jornalismo na Galiza e a busca do perfil do estudante de jornalismo da dita faculdade.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Rendimento Fortificado

A ansiedade, o trânsito, a correria constante para apanhar os transportes, a preocupação de chegar a horas, a altura dos exames e trabalhos escolares são alguns dos muitos factores que levam as pessoas ao stress e por consequente à procura de vitaminas.

Como a própria palavra indica, vitaminas designa vita (vida) e aminas (produtos nitrogenados). As vitaminas são elementos nutritivos necessários à vida humana. Na sua maioria, possuem produtos nitrogenados que o organismo não fabrica e, se faltarem na nutrição, irão provocar carência de vitaminas no organismo. Assim, manter uma alimentação variada e completa é indispensável uma vez que as vitaminas são obtidas através da alimentação à excepção da vitamina A e K que são produzidas pelo organismo.

As vitaminas dividem-se em dois grandes grupos, as hidrossolúveis, que se dissolvem na água (B1, B2, B6, B12 e C), e as lipossolúveis que se dissolvem na gordura (A, D, E, K). As lipossolúveis não podem ser tomadas indiscriminadamente, uma vez que se acumulam na gordura podendo haver hiperdosagem de vitaminas. O mesmo não acontece com as hidrossolúveis pois as que forem tomadas em excesso serão, posteriormente, excretadas pela urina.

Existem duas categorias vitaminicas: as farmacológicas e as naturais e como explicita o farmacêutico Humberto Santos “as vitaminas farmacológicas são aquelas que são sintetizadas quimicamente, enquanto as naturais são retiradas de plantas e animais por processos naturais, não envolvendo síntese química” acrescentando que “ as vitaminas naturais têm mais valias, principalmente se forem tomadas do próprio alimento, nas concentrações e relações exactas”.

Porquê tomar vitaminas?

O dia após dia agitado que muitos enfrentam é um factor determinante para a causa de problemas de stress. De acordo com o médico de clínica Geral, Felizmino Jacob, médico da norteclínica em Bragança “ As pessoas da cidade têm tendência a ter mais problemas de stress do que as do campo que têm uma vida mais calma”. Situações de stress, produzem adrenalina consumindo grandes quantidades de vitamina C.

Dulcina, educadora de infância, de 51 anos refere “ trabalho 7 horas directas, sem contar com os trabalhos que levo para casa e, como trabalho com crianças de idade pré-escolar, faz com que o meu dia se torne mais agitado e cansativo, pelo que já senti necessidade de recorrer ao médico”.

No entanto, são os estudantes que recorrem, com mais frequência, a compostos vitamínicos. A falta de concentração, memorização e de apetite são alguns dos motivos pelos quais procuram reforços vitamínicos. Paulo, estudante do 3º ano de arquitectura assume que “ todos os anos, na altura dos exames e entrega dos trabalhos, necessito de um reforço para me ajudar”. Elisabete Santos, 27 anos, técnica de recursos humanos recorda “ Quando tinha 18 anos, devido à preocupação com os exames nacionais e a entrada na Faculdade, perdi apetite e muito peso, mas, após esse período, nunca mais recorri a vitaminas.” Também Raquel Moreira de 23 anos, enfermeira menciona “quando era mais nova, em período escolar, cheguei a tomar alguns suplementos vitamínicos. Desde que trabalho nunca necessitei de recorrer a vitaminas”.

Muitos são aqueles que recorrem aos suplementos vitamínicos para aumentar o seu rendimento diário. Mas será que realmente as vitaminas aumentam a capacidade de raciocínio, memorização e concentração? Para Fernando Pinheiro, médico de clínica geral “ no caso da memória e concentração está provado que nenhuma vitamina tenha efeito sobre isso”. Muitas vezes, há o efeito placebo nas pessoas “a pessoa está a tomar o medicamento e tem uma acção psicológica muito importante”, Refere. Sendo que, nestes casos, “estar a tomar por exemplo, um comprimido de amido ou um comprimido com outra substância seria o mesmo pois não são as substâncias contidas no medicamento que iriam actuar no paciente”, afirma Fernando Pinheiro. Contudo, é óbvio que estes suplementos vitamínicos são eficazes quando as vitaminas C e as do complexo B, designadamente as B6, B1 e E estão em falta no nosso organismo.

Como refere o médico Fernando Pinheiro “ se estas vitaminas estiverem em falta, obviamente, há dificuldade de memória e concentração”. Para que tal não aconteça, e como refere Felizmino Jacob “se as pessoas fizerem uma alimentação correcta, racional e equilibrada os suplementos vitamínicos não serão necessários”.
Contudo, devido à falta de tempo nem todos têm uma alimentação balanceada recorrendo a refeições rápidas esquecendo a fruta, vegetais e grãos que são fundamentais e ricos em vitaminas. Nestas situações irá haver carência de algumas vitaminas sendo por isso necessário um complemento adicional que melhore o bem-estar essencial ao organismo mas que não irá, de modo algum, aumentar a concentração nem a memorização, apenas irá restabelecer o bem-estar.

Quais os suplementos vitamínicos mais apropriados?

Uma vez que as vitaminas não são comparticipadas e são consideradas complementos da alimentação, elas não têm, necessariamente, de ser recomendadas por profissionais, embora o aconselhamento de médicos, farmacêuticos e técnicos de farmácia seja a atitude mais correcta a tomar.

Quando se trata de recorrer a suplementos vitamínicos, muitas são as opções de escolha.
O complexo vitamínico mais prescrito, uma vez que a maioria das pessoas se alimenta mal, são aqueles que têm todo o tipo de vitaminas, ou seja, os multivitaminicos, embora, depois, se coloque a questão da biodisponibilidade. A biodisponibilidade está relacionada com o facto de que, quando se está a tomar um comprimido, ele é, posteriormente, biodisponível, ou seja, se é absorvido e passível de ser utilizado pelo organismo. A biodisponibilidade é a grande dúvida dos medicamentos, sobretudo no caso das vitaminas.

Apesar das inúmeras “soluções” em suplementos que melhorem o bem-estar de cada um, nenhuma solução é tão eficaz como a de uma alimentação completa, variada e equilibrada.

domingo, 13 de maio de 2007

Médio Oriente: O Antes e o Depois.

Há alguns anos atrás, o médio oriente era uma região, com um excelente potencial politico e económico e que tinha o Iraque em oposição ao Irão. Muitos foram os países desta região que se alienaram aos Estados Unidos da América na resolução do conflito israelo-palestiniano, mas que em nada resultou.

Depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, a administração Bush pôs em andamento um programa totalmente revolucionário que iria democratizar toda esta zona, assim como, reduzir o preço do petróleo e também, acabar com o terrorismo islamista. É de conhecimento geral os resultados deste programa e no estado em que se encontra este “ Novo Médio Oriente” segundo palavras de Bush.

A uma só voz dos militares norte-americanos que se encontram no Iraque, este país encontra-se próximo de uma guerra civil, sendo que o Irão em contrario do que se esperava ganhou forças e neste momento não tem quem lhe faça frente. O que há muito tempo tinha sido prometido para as gentes daquela região, trata-se do processo de paz, tarda em chegar e acentuou-se a animosidade dos muçulmanos contra os judeus e os seus apoiantes principais, os norte-americanos.

O desgaste provocado pelo prolongamento inesperado da flagelação da população israelita com mísseis e pelas numerosas baixas nos duros combates terrestres, agora em fase de expansão, e a exploração mediática das opiniões públicas muçulmanas, xiitas e sunitas, contra o Estado judaico e os Estados Unidos da América, a pretexto dos danos colaterais sofridos no Líbano, sendo que todos estes efeitos tendem a dar a vitória política ao Irão, à Síria e ao Hezbollah, e a derrota prometida para Israel e os Estados Unidos.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Professor Generalista: Uma Boa Opção?

Ministério da Educação reforma modo de leccionar as aulas do 2º ciclo do ensino básico.

A ideia de continuidade, de um único professor acompanhar o aluno no seu percurso escolar, até ao sexto ano está na eminência de ser aprovada pelo Ministério da Educação. Segundo Valter Lemos, Secretário de Estado da Educação, esta medida visa evitar que haja uma transição de um para dez professores entre o quarto e o quinto ano de escolaridade.

A voz dos Professores

Uma entrevista realizada na Escola EB2,3/S de Baião no dia 6 de Março de 2007 relata a opinião dos professores acerca deste assunto. Com uma posição, que ainda não é relevante acerca do assunto, nenhum deles concorda com a legislação a ser implementada pelo Ministério da Educação, que considera que as aulas do segundo ciclo do ensino básico sejam leccionadas pelo professor generalista.

A principal razão apontada para este descontentamento, centra-se na base de um só docente não ter a capacidade de leccionar as várias disciplinas” tenho duvidas na capacidade de um professor apenas ser capaz de leccionar todos os temas, e não ser tão bom para os alunos”, explicou Paula Pires, Professora de Matemática, porque têm vocação para ensinar algumas áreas e não todas, logo a qualidade do ensino ficará deteriorada.

Logo, são os alunos que mais perdem com esta legislação, porque diminuindo a qualidade de ensino, os resultados escolares também piorarão, quem o diz, é Maria Benilde Caetano, Professora de Matemática e Ciências da Natureza “ Não estou a ver um professor de matemática a leccionar português, assim, como não estou a ver um professor de português leccionar matemática.

Para Hélder Lemos, Representante do Conselho Executivo da Escola, esta mudança no ensino leva a uma reestruturação orgânica na escola, nomeadamente a criação de novos horários escolares. Em relação aos alunos, Hélder Lemos, pensa que estes não ganharão nada com esta situação, “ … um professor generalista é o que eles têm no 1º ciclo, e no 1º ciclo funciona, mas depois a nível do 2º ciclo, acho que os conteúdos começam a dificultar e nem todos os professores se sentirão à vontade em todas as áreas.”, Acrescentando ainda, que só uma formação adequada ira minimizar estes maus resultados.

O que vai no Pensamento dos alunos

Se eu não gostar do professor, e tiver só aquele professor para dar a disciplina, acho que me vou desleixar completamente”. É assim, que Rafael, aluno do 11º ano de escolaridade, pensa que vão reagir os alunos do ensino básico.

A uma só voz, foi dito por estes, que os professores não têm capacidade para responder as necessidades dos alunos, uma vez que, no actual método de ensino os professores especializam-se numa só área e a partir de agora teriam de se especializar nas áreas básicas e nem todos têm vocação para leccionar todas as disciplinas, facto também apontado pelos professores, “ os professores quando se formam têm a sua especialidade e gostam mais de uma área do que da outra” diz Joana, aluna do 11º ano de escolaridade.

É de salientar, ainda, que alguns reponderam que nada sabiam acerca deste assunto, que se pode depreender tanto na falta de interesse como na falta de informação que lhes é dada.

“Uma mudança radical, numa idade que ainda é um bocado cedo”

Mais preocupados com a psicologia da criança do que com o método de leccionar as aulas, foi assim, que muitos pais manifestaram a sua opinião em relação a esta medida que será implementada pelo ministério da Educação.

Não se mostrando totalmente descontentes com esta nova legislação, alguns destes encarregados de educação relacionam uma transição, muitas vezes brusca, que os alunos sofrem do 1º para o 2º ciclo, porque ainda são muitos novos e não têm a capacidade de reacção exigida, “ Eu penso que será uma boa alternativa dado que, já no quarto ano eles estão com um único professor e penso que a adaptação depois no 5º e 6º ano de um professor que leccione varias disciplinas será bastante benéfico para os alunos”, quem o diz é Luísa Dias, empregada de escritório.

Mas, como em todas as medidas há prós e contras, esta não é excepção. O problema que leva estes pais a se questionarem se esta medida vai resultar ou não coloca-se na medida em que, “ depende se os professore estão preparados para leccionar tudo”, diz Hermínio Fonseca, Militar, porque, enquanto que, no actual método de ensino os alunos correspondem as expectativas que incidem sobre eles, a partir de agora, o futuro reservado para estes, é uma incógnita.

Mas, nem todos partilham da mesma opinião. Alguns pais entrevistados consideram que, o ensino não tem nada a ganhar com nova legislação e são os alunos os mais prejudicados, pois, já que não terão o devido acompanhamento na transição do 1º para o 2º ciclo, “O professor não é capaz de dar as disciplinas todas, não consegue usufruir do poder que tem para as dar”, diz Fátima Nunes, Comerciante.

"A docência generalista, na educação pré-escolar e nos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico".

Para um melhor esclarecimento sobre, o que na realidade significa o “Professor Generalista” foi contactado o Sindicato de Professores do Norte (SPN), representante da FENPROF, na região norte do país. Em comunicado escrito, José Costa, faz saber que o que está em causa é um novo tipo de formação para a docência que visa um novo modelo de professor. Para ele, que o está em causa neste momento, e que tem sido questionado pela FENPROF só terá reflexos daqui a cinco anos, altura em que saíram os primeiros diplomados pelos termos agora regulados “Mas não poderá ocorrer qualquer generalização de práticas pois todos os restantes docentes no sistema terão uma formação totalmente diferente, orientada apenas para uma determinada área ou disciplina, não podendo, pois, ser generalizada apenas uma forma de distribuição do serviço nas escolas”.

Esta generalização da docência terá de respeitar as diferenças de formação dos docentes e este professor generalista nunca será único pois é coadjuvado nas áreas de expressão e língua estrangeira. O que até então era um projecto está agora corporizado em Decreto-Lei nº 43/2007 de 22 de Fevereiro.

Em sequência de contactos realizados, a CONFAP, Confederação Nacional das Associações de Pais, faz saber na voz da Vice-presidente, Dra. Emília Bigotte, que neste momento não há uma posição institucional relativamente a este assunto, tendo havido intenção de o mesmo ser discutido numa reunião do Conselho Executivo, mas tal não foi possível.

Quem também, não se mostrou disponível para esclarecimentos foi o Ministério da Educação, pois até à data não se verificou qualquer resposta dos diversos contactos estabelecidos.

Em conclusão, as leis que alteram a monodocência e a coadjuvação podem ser introduzidas no quadro normativo decorrente do novo modelo de direcção, administração e gestão das escolas, contudo, há ainda, inúmeros obstáculos a ultrapassar, como por exemplo, as características da rede escolar, a degradação dos edifícios e a formação de professores que ainda nos afecta.

Bruno Miguel Amorim, nº 14165

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Boas Vindas!

Este é o blog oficial do grupo Q de Ciências da Comunicação.
Esperemos que gostem.